domingo, 26 de abril de 2009

A história que o asfalto enterrou...


Não tem como negar a expansão do mercado imobiliário em Maringá. Todos os dias ando pela cidade e noto que surgem prédios e mais prédios com uma rapidez assustadora, na qual o contraste social vem de brinde. A imagem da cidade, limpa e segura, com slogans do tipo “Crescendo com cidadania“, não passam de uma grande bobagem. Alguns meses atrás estava em pauta na Câmara Municipal, a demolição da velha rodoviária da cidade, com a desculpa de que está em condições impróprias, que na verdade está. Em seu lugar, seria construído um prédio “a la Dubai”, chique, grande, com cheiro de gente bonita e feliz. Na verdade, penso que tudo não passa de uma “higienização” do centro, pois há na região uma concentração de gente pobre que incomoda muita gente. A idéia principal seria construir algo “melhor” no lugar, para afastar a população humilde do local. Não nego que haja garotas de programa, vendedores de relógios falsificados e traficantes. Mas destruir um monumento que faz parte da história já é demais! Maringá é uma cidade nova em comparação as demais regiões metropolitanas do estado, se for analisar não há história. Grande parte foi enterrada com o desenvolvimento imobiliário e poucas coisas restaram. O ideal seria dar oportunidade de emprego para essas pessoas, melhorar o policiamento e reformar o local, criando, por exemplo, um centro cultural com museu, biblioteca... É triste andar pelas ruas e ver desgraça, dói. Uma reforma seria viável sim, com investimentos do setor público e privado algo seria mudado. Espero que no futuro as armadilhas da cidade não nos causem repulsa.

Um comentário:

  1. booa Cido!
    concordo com vc, só não acho que os "humildes" da rodoviária sejam parte da história, e que vai ser tão fácil assim tirar eles dali..
    mas, muito bom o texto Cidoca!

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